Nos doze meses encerrados em junho de 2026, o Custo da Construção Brasil, calculado a partir dos CUB estaduais, acumulou alta de 7,06%. O IPCA, no mesmo período, ficou em 4,64%. Materiais subiram 7,92% e mão de obra, 6,33%. São 2,42 pontos percentuais de distância entre o índice que costuma reajustar o contrato e o índice que mede o custo daquilo que está sendo construído.
Essa diferença não some. Ela aparece em um dos três lugares, e sempre no pior momento: num pedido de aditivo, num corte silencioso de especificação, ou numa obra que para porque a conta deixou de fechar para quem executa. Contrato a preço fechado não elimina o risco — ele decide quem carrega. E quem carrega sem saber costuma descobrir tarde.
O detalhe que torna isso comum é que a escolha do índice quase nunca é uma decisão: é uma herança de minuta. O IPCA está ali porque estava no contrato anterior, que veio de um modelo, que alguém copiou. Ninguém decidiu transferir esse risco; ele foi transferido por inércia, e o custo de descobrir isso é proporcional ao saldo que ainda falta executar.
O teste, com o contrato aberto na mesa: encontre a cláusula de reajuste e veja qual índice ela usa. Se for IPCA ou IGP-M, busque a variação do CUB do seu estado nos mesmos doze meses — os Sinduscons publicam todo mês, abertos a qualquer um. Multiplique a diferença entre os dois pelo saldo de obra ainda não executado. Esse é o valor em disputa, e ele existe esteja o contrato assinado ou não.
Na obra, a casa lê o contrato antes do próximo aditivo: cláusula de reajuste, saldo a executar e índice compatível com o custo real. Se a diferença existir, a conversa com a outra parte começa pela conta, não pela briga — e o preço do trabalho se diz antes, porque aqui não há êxito a medir em extrato; há obra a entregar.
Fontes oficiais, no ponto exato, o artigo de lei, o serviço ou a consulta que você pode usar hoje. Nenhuma substitui a análise do caso concreto, que é o nosso trabalho.
Cada nota parte de um número que tem fonte, explica o mecanismo por trás dele e termina com um teste que você pode fazer sozinho, hoje, sem nos chamar. São peças curtas de propósito: o que não couber nelas cabe numa conversa.
Uma nota não substitui o levantamento — ela mostra o mecanismo e devolve ao leitor a capacidade de conferir sozinho. É deliberado: quem entende o mecanismo negocia melhor, inclusive conosco.
Se a leitura levantar uma dúvida que a nota não responde, ela provavelmente é a pergunta certa. Vale mandá-la: responder pergunta nova é a forma mais barata de descobrir o que ainda não explicamos direito.
Não prometemos percentual antes de olhar o dado, não prometemos prazo de homologação, o rito é do Estado, e não perseguimos tese especulativa para engordar um parecer. Também não recebemos comissão por indicar ninguém: quem executa responde pela casa, dentro do nosso preço.
Uma conversa, sem material e sem proposta, para entender o que está travado. Se houver matéria, o passo seguinte é a carta de autorização e sigilo, um documento que limita o nosso próprio acesso antes de qualquer coisa. Se não houver, dizemos, e a conversa acaba ali.
Toda afirmação desta página tem origem em norma pública, e os links acima levam ao texto integral, não ao portal do órgão. É de propósito: quem quiser conferir consegue conferir sozinho, sem pedir nada a ninguém, que é a única forma de confiança que não depende de quem a pede.
Nenhuma tese avança sem a sua classificação escrita ao lado. É o que separa um levantamento de uma promessa.
Diga em duas linhas o que precisa resolver. Eduardo Roveda responde pessoalmente, em horário comercial, e a conversa começa por onde faz diferença.
Chegou na mesa de quem responde. O retorno vem por escrito, em horário comercial.
Quem tem gleba, terreno ou obra parada e não quer administrar quatro contratos para uma coisa só
O que se mostra a quem pede prova: Terraplanagem, infraestrutura, urbanismo e verticalização sob uma cadeia de responsabilidade
Quem vai construir, reformar ou tem obra travada
O que se mostra a quem pede prova: Obra medida, com contas abertas a cada marco
A execução pode envolver empresa da casa, e a afiliação é declarada quando isso acontece — nunca antes.