O estudo de viabilidade de um lançamento imobiliário mede com precisão o que custa construir, o VGV projetado e a margem-alvo. A pergunta que decide se o produto vende — para quem ele é, a que preço esse comprador paga, com que produto exatamente — costuma ser respondida por impressão, não por levantamento. O lançamento responde "quanto custa fazer" com rigor e "quem compra" com um palpite.
É assim que o descompasso aparece, sempre tarde demais para corrigir sem custo. Um produto dimensionado para um perfil de comprador é lançado numa microrregião onde a demanda real, naquele preço, é de outro perfil. O estudo de viabilidade não capta esse erro — ele só acompanha custo e margem. O erro aparece dezoito meses depois, como estoque não vendido no balanço, descontado unidade por unidade, exatamente no momento em que a incorporadora mais precisa do caixa daquele lançamento para fechar a obra ou iniciar a próxima.
Daí a ordem que evita o problema: a pesquisa de mercado — quem compra, a que preço, que produto — precisa vir antes da planta ser fechada, não depois do lançamento ir mal. Uma vez definidos o mix de unidades e a tabela de preço, mudar é caro. Pesquisa feita depois do lançamento só explica o erro; não evita mais nada.
O teste é olhar para trás: levante os últimos três lançamentos concorrentes na mesma região e no mesmo padrão do seu produto — quanto venderam nos primeiros 90 dias, a que preço por metro quadrado, para que perfil de comprador. Se você não sabe responder essa pergunta sobre o seu próprio produto, ainda não decidiu — apostou.
Pesquisa de mercado dirigida ao produto e à praça, com metodologia declarada e comparativo de lançamentos equivalentes, entregue antes da decisão de produto — não depois do lançamento.
Na casa, isto é assunto de Inteligência de mercado e produto.
Fonte oficial, no ponto exato: o serviço ou a consulta que você pode usar hoje. Nenhuma substitui a análise do caso concreto, que é o nosso trabalho.
Cada nota parte de um número que tem fonte, explica o mecanismo por trás dele e termina com um teste que você pode fazer sozinho, hoje, sem nos chamar. São peças curtas de propósito: o que não couber nelas cabe numa conversa.
Uma nota não substitui o levantamento — ela mostra o mecanismo e devolve ao leitor a capacidade de conferir sozinho. É deliberado: quem entende o mecanismo negocia melhor, inclusive conosco.
Se a leitura levantar uma dúvida que a nota não responde, ela provavelmente é a pergunta certa. Vale mandá-la: responder pergunta nova é a forma mais barata de descobrir o que ainda não explicamos direito.
Não prometemos percentual antes de olhar o dado, não prometemos prazo de homologação, o rito é do Estado, e não perseguimos tese especulativa para engordar um parecer. Também não recebemos comissão por indicar ninguém: quem executa responde pela casa, dentro do nosso preço.
Uma conversa, sem material e sem proposta, para entender o que está travado. Se houver matéria, o passo seguinte é a carta de autorização e sigilo, um documento que limita o nosso próprio acesso antes de qualquer coisa. Se não houver, dizemos, e a conversa acaba ali.
Toda afirmação desta página tem origem em norma pública, e os links acima levam ao texto integral, não ao portal do órgão. É de propósito: quem quiser conferir consegue conferir sozinho, sem pedir nada a ninguém, que é a única forma de confiança que não depende de quem a pede.
Nenhuma tese avança sem a sua classificação escrita ao lado. É o que separa um levantamento de uma promessa.
Diga em duas linhas o que precisa resolver. Eduardo Roveda responde pessoalmente, em horário comercial, e a conversa começa por onde faz diferença.
Chegou na mesa de quem responde. O retorno vem por escrito, em horário comercial.